quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Desculpe-me

Se eu te magoei
Peço que me desculpe
A dor que provoquei
Espero que não mais machuque

Na minha inocência
Tudo o que fiz foi por impulso
Não pensei nas consequências
Eu segui outro percurso

O tempo voa
O vento leva
A paz já não tão boa
De um desamor que se releva

terça-feira, 7 de setembro de 2010

12 horas

Despertador toca. Os sonhos cessam. Espreguiço-me lentamente, sentindo a suavidade dos lençóis ainda quentes. Cochilo, mas o despertador toca novamente. Depois de me arrumar, tomo café, converso com minha amada mãe e saio de casa. Rotina. A manhã é clara e eu espero o ônibus ouvindo as melhores músicas. Gostaria até de trabalhar um pouco mais longe para poder viajar em pensamentos embalados pelas canções.

Cheguei! Desço do ônibus e faço o mesmo caminho de três semanas, passando por bares, botecos, padarias, prostíbulos, bêbados, trabalhadores. Todos iguais na essência, mas distantes na aparência que carregam nesta vida.

Na segunda esquina em que passei, notei um homem deitado no chão, parecia embriagado, tentando se levantar de mais uma bebedeira. Continuei caminhando e segui o dia normalmente.

Trabalho, trabalho, café, trabalho, cigarro, café, água, monotonia, almoço. Chegou a hora de reabastecer a energia. Comida, vinte e seis opções de salada, quindim docinho, tudo incluso. Banho de sol na esquina, cigarro, conversa sobre trabalho, volta no quarteirão olhando vitrines.

Na volta, passando pela mesma esquina, me surpreendo com o homem, ainda deitado, tentando se levantar, em uma luta travada com a gravidade. “Como pode beber tanto a este ponto?” eu penso inquieta.

Segundo turno, mais trabalho, tudo igual. Indo embora eu avisto um carro de polícia na mesma esquina em que vi o bêbado tentando se levantar. Quando me aproximo levo um choque! O homem estava coberto com um saco preto, já sem vida, na mesma posição em que passou suas últimas horas agonizando.

Chorei revoltada com a falta de humanidade dos que ali passaram, inclusive com a minha. Que mundo é esse, que raça evoluída é essa que deixa um ser humano agonizar em plena luz do dia sem ao menos duvidar que algo de errado está acontecendo?

Não sabemos o que levou uma pessoa a morar na rua, não conhecemos a sua história, que muitas vezes é de abandono, de falta de cuidados e principalmente falta de amor. Aprendi que precisamos nos livrar dos padrões estabelecidos, precisamos enxergar as pessoas tentando entender que caminhos trilharam para chegar onde estão. A compaixão liberta quem a pratica. Pense nisso, siga esta dica.

sábado, 4 de setembro de 2010

Mude

Não se esconda
Não se iluda
Dê a cara a tapa
Não se confunda

Faça o que tem vontade
Mas saiba quando parar
Se nada fizer sentido
Não adianta continuar

Mude a rota
Troque o caminho
Siga feliz de coração aberto
Não tema ficar sozinho

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Dilema

Incertezas, tão certas e frequentes que me assustam
Meus pensamentos não mudam, permanecem confusos
Eu sei que não sei e para mim isso basta
A escassa esperança rodeada pela indiferença
Embaralha minha crença do que é certo e errado
(Se é que tenho este conceito separado)
Desanimar não é comigo
Mas também não exagero
Não sei ao certo o que quero
Então eu simplesmente espero
Mas e se o tempo passar e nada acontecer?
A culpa será toda minha?
Perdi meu tempo com esse poema?
E assim, enfrento o dilema: Tentar ou esquecer.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O colorido da vida

O colorido da vida são as emoções
É o sentimento que une corações
O ato impensado, as decepções

O amor repentino, sua sorte, seu destino
É o carinho, a amizade, são as lembranças, a saudade
Alguém sozinho

As mágoas deixam cicatrizes
Mas nos ensinam o caminho
Porque nem sempre é possível fugir do espinho

Sim, a rosa é como o amor puro
Mas quem a tateia no escuro
No coração faz um furo

Ao nosso tempo percebemos o que é viver
Não tem mágica nem segredo
A vida é trágica? Você tem medo?

Calma, não é tão difícil quanto parece
Se está perdido faça uma prece
Agradeça as suas experiências
Entenda as consequências

E ame! Sem pudor
Só sabe o que é viver
Quem entende o que é o amor

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Ciúme

O coração aperta, os olhos se enchem de lágrimas, a pressão se eleva. O ciúme é desconfortável para quem sente... um orgulho para quem provoca... mas disso tudo o que se leva? Sentir ciúme é o mesmo que não admitir perder quem se ama para outro alguém. O sentimento da possibilidade de perda demonstra que acreditamos possuir o coração do ser amado e, com isso, nos tornamos obsessivos, cegos, esquecemos do nosso direito de escolha. Sim, podemos escolher nossos caminhos. Precisamos lembrar que, de fato, ninguém é de ninguém, que sentir ciúme é, sim, uma vaidade. Precisamos deixar que a vida flua, e se a pessoa que você ama embarcar em outra correnteza, não se culpe. Ela apenas está deixando um espaço para novas águas fluírem em seu rio de emoções.

Selva de desumanos

A indignação com a crueldade do ser humano me atormenta. Como podemos ficar alheios aos acontecimentos constantes de injustiça e de abandono? É triste pensar que poucos se importam. Nesse mundo frio, nessa selva de desumanos, é cada um por si e coitados daqueles que não podem consigo mesmos.